maio 17, 2018

Todo Dia (David Levithan)


Desde a primeira vez que li a sinopse de Todo Dia, esse livro entrou para a minha lista de leituras futuras. Não me lembro bem de como o conheci, mas lembro de ele ter me despertado muito interesse na época e me deixar extremamente curiosa para conhecer ainda mais sobre a história, porém, acabei adiando a leitura dele por uns dois anos, eu acho. Acabou que, por eu estar naquela fase chata onde meu ritmo de leitura está mais lento do que qualquer outra coisa, tento procurar livros com leituras mais leves e rápidas, e que consigam me prender com mais facilidade, que é o caso desse hehe.

A acorda todo dia em um corpo diferente e isso sempre foi assim desde que se lembra. Não importa o corpo, gênero ou a personalidade da pessoa, A sempre tem que dar um jeito de se adaptar ao corpo e a vida dela, mesmo que seja só por um único dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A criou e aprendeu a seguir e conviver com suas próprias regras que consistem em: nunca interferir ou se envolver na vida da pessoa a qual está habitando o corpo naquele dia. Então, independente da situação em que se encontra, A nunca pode deixar suas emoções falarem mais alto e sempre tentar agir como a pessoa agiria. E assim era a vida de A, até um dia acordar no corpo de Justin e conhecer sua namorada, Rhiannon. Depois de passar um dia maravilhoso com ela, A acaba mudando suas prioridades e quebrando suas próprias regras ao se deixar envolver. Agora, todo dia ele e Rhiannon lutam para se reencontrarem a cada 24 horas.

A princípo, tudo pode parecer um tanto confuso. O autor nos apresenta uma história bem louca com um personagem bem diferente e peculiar. "A" não tem uma aparência ou gênero, mas ainda assim é possível se apaixonar por ele porque, por mais que ele não esteja ali de uma forma física, sua essência está e é isso que faz essa história ser tão incrível. Então, tudo o que sabemos sobre ele quando iniciamos a leitura, é que ele existe e que a cada dia habita um corpo diferente.

Sempre imaginei como seria incrível poder viver outras vidas, poder conhecer pessoas novas, lugares novos, ter uma vida completamente diferente da minha, ou da que vivi ontem, ou anteontem... em outras palavras, ter tipos diferentes de experiências por meio da vida de pessoas diferentes. Claro, nunca parei para pensar nos contras disso, como nunca poder criar laços, ou ter um lugar para chamar de lar, ou o quanto seria solitário viver dessa maneira, ou simplesmente ter que aceitar que existe e que é assim sem saber o porquê, por exemplo. Essa foi só uma das muitas reflexões que me deparei durante a leitura. 

Outros dois pontos que me fizeram refletir e que quero ressaltar é a empatia de "A" por seus hospedeiros (até mesmo por aqueles de quem não se simpatiza) e o fato de rotularmos tanto tudo e todosUma pessoa é mais do que sua aparência ou gênero! Será que não seríamos mais empáticos com o próximo se tivéssemos que viver no corpo de uma pessoa diferente a cada dia? Ter que nos adaptar a vidas completamente diferentes a cada manhã? Se colocar no lugar do outro é uma coisa que falta muito no nosso dia a dia, e não digo só aquela empatia de se colocar na situação, mas sim daquela de respeitar as opiniões, as escolhas ou o jeito de ser e pensar de cada pessoa.


Essa é uma leitura rápida, leve, cheia de reflexões e trechos marcantes. Apesar de eu ficar um pouco frustrada no final, já que alguns fatos não são tão explorados, ou simplesmente postos na mesa mas deixados de lado ou sem respostas no final, a proposta que David Levithan criou é realmente incrível. Porém, por mais que eu tenha amado o livro, sou do time que gostaria sim que o foco tivesse sido mais nesses fatos não explorados do que só no romance entre "A" e Rhiannor. Mas isso é algo meu, então não levem tanto em consideração, pois a leitura vale muito a pena mesmo.

No começo, pode até parecer que é só mais um livro entre tantos outros de romance juvenil, mas não é só isso. David Levithan conseguiu abordar assuntos que fazem o leitor refletir e ficar pensando naquilo depois, sem contar que me identifiquei muito com alguns pensamentos de "A" (principalmente sobre religiões). Eu poderia falar mais afundo sobre muitos pontos que a leitura provocou em mim, ou destacar todos os trechos que amei, mas prefiro não o fazer. Ainda não consigo encontrar palavras para descrever tudo o que senti ao ler esse livro. Só digo uma coisa, não foquem tanto no romance, foquem na essência da história ❤



“É somente nos pontos mais delicados que fica complicado e controverso, a incapacidade de perceber que, não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos cerca de 98 por cento em comum com todos os outros”


Título: Todo Dia | Autor: David Levithan | Editora: Galera Record | Páginas: 280 | ISBN: 978-85-01-09951-8

Espero que tenham gostado da resenha e se animado para ler o livro! Ah, e só um pequeno detalhe, essa história apaixonante vai virar filme esse ano e parece que o lançamento está previsto para o segundo semestre, yay! Já estou mega ansiosa pra conferir hehe. Alguém mais também está ansioso?

Até a próxima, pessoal!

Com amor, A ❤

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